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Mais tecnologia a serviço da inovação nos aeroportos

Pelo menos um em cada cinco viajantes já faz check-in de voo pela internet, de acordo com pesquisa da Secretaria de Aviação da Presidência da República. Mas quem vê essa tecnologia ao alcance das mãos mal pode imaginar a complexidade da operação tecnológica que faz uma aeronave decolar. Ao entrar em um avião, há ciência por todos os lados, mas ela não está só: a tecnologia também chegou com força à experiência dos passageiros nos aeroportos brasileiros.

O aeroporto de Guarulhos – concedido à iniciativa privada em junho de 2012 – aposta na modernização de procedimentos que agilizam o fluxo de passageiros. Com a inauguração do Terminal 3, houve a instalação de portões eletrônicos de controle automatizado de passaporte brasileiro: são os e-gates. Os portões agilizam o processo de inspeção de passaporte realizado pela Polícia Federal, reduzindo o procedimento de três minutos, em média, para 30 segundos.

O sistema checa as informações do documento com chip eletrônico e faz o reconhecimento biométrico-facial do passageiro. Uma vez confirmado a autenticação, os portões se abrem, permitindo o acesso à área de embarque sem a necessidade de um agente da PF, processo que é controlado remotamente pela polícia. Ao todo, há 16 e-gates no aeroporto. “Com o crescimento da demanda, cada vez mais a infraestrutura aeroportuária vai necessitar de tecnologia de ponta, para agilizar o fluxo de passageiros nas diferentes áreas – check-in, raios-X de segurança, controle de imigração e emigração, aduana e restituição de bagagem. É inadiável investir na modernização e inovar sistemas e equipamentos”, explica Marcus Santarém, diretor do aeroporto.

Outra tecnologia implantada no aeroporto é o sistema automatizado de distribuição de bagagens do Terminal 3, que gerencia o fluxo diário de volumes dos passageiros que circulam pelo aeroporto. Em 2014, a média diária de movimentação foi de 108 mil passageiros, com processamento de 130 mil bagagens. Com 5 km de esteiras e capacidade para processar cinco mil bagagens por hora, o sistema tem controle inteligente, que permite rastrear e localizar as malas. São 102 posições de check-in para despacho de bagagem, além de 26 balcões para passageiros em conexão. Para quem está desembarcando, são sete esteiras de restituição de bagagem.

Além disso, uma nova tecnologia permite que a equipe de solo, no aeroporto, prepare uma operação customizada para o voo que vai chegar. O sistema emite à operação em terra informações como tipo de aeronave, número de passageiros, total de bagagens e de carga e equipamentos para mobilidade de passageiros com necessidades especiais. É possível alocar com antecedência recursos como pontes de embarque, escadas, tratores, esteira de bagagens e ônibus, caso a aeronave pare em posição remota. Isso permite que o processo de embarque e desembarque de passageiros seja mais rápido e sem imprevistos.

BRASÍLIA E NATAL – Os projetos de tecnologia e automação têm grande importância nos terminais de Brasília e Natal, administrados pela Inframerica. Um caso de sucesso é o Serviço de Automação de Bagagem, com classificação de malas sem contato humano, reduzindo erros e dando flexibilidade e precisão aos casos de inspeção. As bagagens são verificadas por equipamentos de raio-x integrados às linhas de desvio de malas suspeitas.
O Aeroporto de Brasília também fornece o Google Indoor Map, recurso que permite ao passageiro acesso ao mapa de serviços internos do aeroporto. Com o aplicativo é possível localizar companhias, restaurantes, lojas, escadas rolantes, elevadores e banheiros.

 

Fonte: Secretaria de Aviação Civil