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Investimentos em TI disparam no setor aéreo

O setor aéreo parece estar atento às inovações tecnológicas e à transformação digital que afeta a economia global. Ao longo de 2018, com o objetivo de melhorar a experiência do passageiro, companhias aéreas e aeroportos investiram o valor recorde de US$ 50 bilhões em TI. E isso já começa a dar retornos em termos de satisfação do viajante e tempo médio de processamento de passageiros, segundo números revelados no início de novembro pelo relatório SITA 2019 Air Transport IT Insights.

A publicação mostra que, em comparações ano a ano, 63% dos CIOs de aeroportos relataram uma melhoria de até 20% nos níveis de satisfação dos passageiros, enquanto 44% registraram tempos mais rápidos de processamento. Esses fortes retornos sobre o investimento em tecnologia também foram observados nas companhias aéreas, com 60% dos CIOs informando melhorias de até 20% na satisfação e 45% relatando até 20% de ganho de tempo no processamento. 

O investimento em TI subiu para 6,06% da receita, no caso dos aeroportos, e para 4,84%, no caso das companhias aéreas. Projeções indicam que esses valores serão ainda maiores em 2019. De acordo com o relatório, aeroportos e companhias aéreas estão apostando em inteligência para terem uma visão em tempo real e consolidada das suas operações, de modo a permitir uma gestão proativa de todas as etapas do negócio, desde a bagagem e o fluxo de passageiros até o aluguel de espaços nos aeroportos, passando pela locação de espaços e a gestão de estacionamentos.

“O investimento crescente na automação da jornada do passageiro significa que o setor está proporcionando uma experiência de aeroporto mais rápida e agradável. Essa é uma verdadeira história de sucesso na automação da jornada do passageiro, especialmente no momento em que esperamos que o número de viajantes dobre nos próximos 20 anos, com a infraestrutura dos aeroportos lutando para acompanhar o ritmo”, diz o presidente da SITA Matthys Serfontein, salientando que a tecnologia é essencial para aliviar o gargalo de capacidade do setor e evitar impactos negativos sobre os passageiros.