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GRU Airport investe na modernização dos sistemas de TI e tecnologias que agilizam o fluxo de passageiros

Desde que o GRU Airport – Aeroporto Internacional de São Paulo foi concedido à iniciativa privada, em junho de 2012, um dos maiores desafios da nova gestão foi promover a modernização dos sistemas de TI, das tecnologias e dos equipamentos utilizadas no processo de embarque e desembarque de passageiros.

Nesse contexto, foram feitos investimentos pesados na área de TI, principalmente na construção de uma infraestrutura capaz de garantir a segurança e a continuidade da operação e em equipamentos e tecnologias que agilizam o fluxo de passageiros.

A primeira iniciativa da Concessionária foi a construção da área do Data Center, um moderno centro de processamento de dados que reúne os sistemas responsáveis pela operação e administração de todo o complexo aeroportuário. Desenvolvido pela Aceco TI, o Data Center tem 500 m2 de área e foi projetado para garantir o funcionamento pleno e contínuo dos softwares vitais à operação aeroportuária. Por esse motivo, está instalado em uma sala-cofre, ambiente que garante proteção aos equipamentos contra fogo, calor, gases corrosivos, arrombamento, acesso indevido, entre outras ameaças.

“Essa tecnologia está entre as mais modernas e seguras do mundo, bastante utilizada pelo sistema financeiro e em outros aeroportos internacionais. Considerando que o aeroporto funciona 24 horas por dia, é essencial ter um sistema robusto, que garanta uma operação sem interrupções e capaz de mitigar eventuais riscos”, destaca o diretor do GRU Airport, Marcus Santarém.

Ao lado do Data Center, foi construído o NOC (Network Operation Center), um centro de gerenciamento e monitoramento das redes de TI do aeroporto. O espaço está equipado com monitores que apresentam informações e imagens sobre o funcionamento de todos os sistemas do aeroporto. Dados de desempenho são monitorados ininterruptamente. O local também inclui uma sala de crise, planejada para permitir a discussão e implementação de soluções rápidas na ocorrência de situações atípicas.

Novo Terminal, novas tecnologias

Com a inauguração do Terminal 3, em maio de 2014, houve uma mudança brusca em sistemas e tecnologias que estão diretamente ligados ao processo de embarque e desembarque de passageiros. A principal delas foi a instalação dos portões eletrônicos de controle automatizado de passaporte brasileiro. Também conhecidos como e-gates, os portões eletrônicos agilizam consideravelmente o processo de inspeção de passaporte realizado pela Polícia Federal, reduzindo o procedimento de três minutos, em média, para apenas 30 segundos.

Os e-gates são equipados com sistemas que permitem checar as informações do passaporte brasileiro que possui chip eletrônico e fazer o reconhecimento biométrico-facial do passageiro. Uma vez confirmado que o documento é autêntico e a pessoa é a titular do passaporte, os portões se abrem automaticamente, permitindo o acesso à área de embarque sem a necessidade de um agente da PF. Todo o processo é controlado remotamente pela Polícia Federal, que poderá intervir caso ocorra alguma situação anormal. Os passageiros que não possuem o novo passaporte e menores de 18 anos precisam realizar o procedimento normal pelo guichê de atendimento da Polícia Federal.

A tecnologia está em funcionamento no Terminal 3, com três equipamentos no embarque e seis portões no desembarque, e no Terminal 2, onde estão instaladas três unidades no embarque e quatro no desembarque, totalizando 16 e-gates em todo o aeroporto.

Controle de acesso

Em agosto de 2014, o aeroporto também concluiu a instalação dos portões eletrônicos de controle de acesso de passageiros à área de embarque nos Terminais 1, 2 e 4. Inicialmente, a tecnologia funcionava apenas no TPS3, inaugurado em maio de 2014. A estimativa da Concessionária é que o fluxo de passageiros no controle de acesso seja de 15 a 20% mais rápido. Ao todo, foram instalados 11 equipamentos, além dos cinco que estão em operação no TPS3.

Com a conclusão do projeto, o GRU Airport passa a ser o primeiro aeroporto da América do Sul a instalar os portões de controle de acesso, também conhecidos no jargão aeroportuário por Bar Coded Boarding Pass (BCBP). O sistema já foi implantado em alguns dos aeroportos mais movimentados do mundo, incluindo Changi Airport, em Singapura, Gatwick Airport, em Londres, Aeroporto de Hanói, no Vietnã, e no Aeroporto Internacional de Hong Kong.

O novo sistema permite checar rapidamente os bilhetes de embarque dos passageiros por meio de scanners de código de barras 2D, liberando automaticamente os passageiros à área de embarque. Caso a pessoa esteja no portão errado, o sistema trava o acesso. Além disso, o sistema auxilia na análise do fluxo de passageiros nos pontos de verificação de segurança, indicando se há necessidade de mais atendentes na área, bem como faz a contagem de validação de passageiros para as companhias aéreas.

“Com o crescimento da demanda registrado na última década no Brasil, cada vez mais a infraestrutura aeroportuária vai necessitar de tecnologia de ponta, bem como de otimizar seus processos, agilizando o fluxo de passageiros nas diferentes áreas (check-in, raios-X de segurança, controle de imigração e emigração, aduana e restituição de bagagem). Nesse contexto, é inadiável investir na modernização dos sistemas e equipamentos. É o que estamos fazendo em Guarulhos”, explica Santarém, diretor do GRU Airport.
Sistema de distribuição de bagagens (BHS)

Entre as novas tecnologias que foram implantadas no processo de modernização do aeroporto, o sistema automatizado de distribuição de bagagens do Terminal 3 é, sem dúvida, o mais complexo, principalmente se considerarmos o volume diário de passageiros que circulam pelo aeroporto. Em 2014, a média diária de movimentação foi de 108 mil passageiros, com processamento de cerca de 130 mil bagagens.

Com 5 Km de esteiras e capacidade para processar cerca de 5 mil bagagens por hora, o sistema conta com controle inteligente, que permite rastrear e localizar as malas em tempo real. O sistema conta 102 posições de check-in para despacho de bagagem, além de 26 balcões para passageiros que estão em conexão. Para quem está desembarcando, são sete esteiras de restituição de bagagem.

Outra novidade é a possibilidade de despachar a bagagem com 4 horas de antecedência, antes mesmo de a companhia aérea iniciar o procedimento de check-in, o que reduz consideravelmente as filas nos balcões, ao mesmo tempo em que libera o passageiro para usar o tempo livre da forma que melhor lhe convier.

As bagagens que chegam com antecedência são armazenadas automaticamente em um depósito com capacidade para 1.000 unidades, além de outras 500 posições que podem ser estocadas manualmente. Essas bagagens podem ser resgatadas rapidamente pelo sistema, assim que a companhia aérea iniciar o processo de check-in.

A redundância do sistema (back-up) garante que a operação seja ininterrupta – caso haja uma falha no sistema principal, ou mesmo quando é necessário fazer uma manutenção de rotina neste, o back-up é acionado.

O sistema de segurança atende aos padrões mais modernos, com cincos níveis de segurança, incluindo raio-X e tomógrafo. No último nível, a bagagem é retida para averiguação dos órgãos competentes.

Sistema de Gerenciamento do Aeroporto

Outra grande mudança na área de TI foi a aquisição do Airport Management System (AMS) ou Sistema de Gerenciamento do Aeroporto. Entre outras vantagens, a tecnologia permite alocar com mais agilidade os recursos utilizados para o embarque e desembarque de passageiros. Antes mesmo de um voo chegar a Guarulhos, por exemplo, a área operacional recebe antecipadamente todas as informações sobre aquela operação, como tipo de aeronave, número de passageiros, total de bagagens e de carga, equipamentos para mobilidade de passageiros com necessidades especiais, entre outros dados. Desta forma, é possível alocar com bastante antecedência recursos como pontes de embarque, escadas, tratores, esteira de bagagens, ônibus, caso a aeronave para em posição remota, entre outros equipamentos. Isso permite um ganho considerável de tempo no processo de embarque e desembarque de passageiros.

O AMS está conectado a um sistema global que possibilita a troca de informações com outros aeroportos, permitindo obter com bastante antecedência as informações de um determinado voo que chegará a Guarulhos. O mesmo vale para os voos que saem de Guarulhos rumo a outros destinos.

O AMS é a principal ferramenta do Centro de Controle Operacional (CCO), área recém-reformulada pela Concessionária e responsável por coordenar todas as operações de chegadas e partidas que acontecem no GRU Airport, desde posições de estacionamento das aeronaves, portões de embarque, esteiras de bagagens e fluxo de filas.

Para garantir a pontualidade dos pousos e das decolagens, o setor trabalha 24 horas com uma equipe de 94 colaboradores, distribuídos em coordenações operacionais como gestão da operação de pátio e alocação de aeronaves, planejamento e disponibilidade da capacidade operacional, estatística e navegação área. A área alimenta todos os painéis informativos de voos, controla o fluxo de filas no check-in, supervisiona o tráfego de aeronaves e veículos nos pátios e faz a interface com as companhias aéreas e empresas auxiliares. Cabe também ao CCO o registro da movimentação das aeronaves para tarifação e controle da pontualidade dos pousos e decolagens.

Uma importante mudança operacional do aeroporto foi a implantação do sistema de gestão compartilhada. Com a instalação do A-CDM (Airport Colaborative Decision Making), as decisões mais importantes são tomadas em conjunto, com a participação de todos os agentes que atuam no aeroporto. O GRU Airport foi o primeiro aeródromo do Brasil a adotar o A-CDM como ferramenta operacional.

Totens de autoatendimento para check-in

Os totens de autoatendimento para check-in ou CUSS (Common Use Self Service) também permitem imprimir o bilhete de embarque sem a necessidade de ir até o balcão da companhia aérea. Ao todo, são mais de 100 totens distribuídos pelos quatro terminais, todos conectados com os sistemas próprios de cada companhia aérea. Já o CUTE (Common Use Terminal Equipment) é o sistema utilizado para controlar e confirmar o embarque dos passageiros às aeronaves.

 

Fonte: GRU Airport