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Eficiência aeroportuária depende da integração de operadoras

Um divisor de águas para as operações do setor aéreo. Essa é a definição que o diretor administrativo financeiro da Associação Nacional das Empresas Administradoras de Aeroportos – ANEAA, Douglas Rebouças de Almeida, deu sobre as concessões dos aeroportos à iniciativa privada. O processo de transição operacional do novo modelo vai ajudar no desenvolvimento de toda a cadeia e trazer eficiência para dentro dos complexos com os investimentos que estão sendo realizados.

Os resultados da gestão dos novos operadores nos Aeroportos de Brasília, Guarulhos e Viracopos já podem ser notados pelos usuários que desfrutam da produtividade das operações integradas, um ponto estratégico para o desempenho dos aeródromos. De acordo com o diretor da ANEAA, autoridades aeroportuárias, companhias aéreas, esatas (Empresas de Serviços Auxiliares de Transporte Aéreo) e operador aeroportuário precisam estar em sinergia. “Estes quatro elos influenciam diretamente na experiência de voar do usuário e precisam funcionar em harmonia. Essa evolução é muito importante e precisa ser pensada a curto, médio e longo prazo”.

Segundo Douglas, com as concessões, o modelo operacional em sua totalidade precisa ser constantemente monitorado e adaptado para atender as demandas. “Não adianta ficar num modelo onde só o aeroporto tem índices de qualidade no seu contrato de concessão. O usuário avalia desde a hora que chega no taxi até o embarque. Por isso, todos estes serviços precisam estar integrados”. Esse conceito de atendimento também é uma mudança de cultura que está acontecendo dentro dos aeroportos. “A máxima de servir ao usuário está sofrendo uma evolução grande com os novos operadores”, explica o diretor da entidade.

A expertise das operações vem sendo pensada e empenhada desde a concepção do edital de licitação do Governo, quando foi exigida a presença de grandes operadores internacionais com a aquisição de 51% das ações e também a participação da Infraero com os outros 49%. Esta formação do conselho administrativo proporcinou a disseminação de novas culturas e conceitos. Os operadores acompanharam todo o processo desde a elaboração do plano de transição operacional até o PQS (Plano de Qualidade de Serviços), o que favoreceu a integração de todas as frentes no processo das operações.

Estas mudanças resultaram em investimentos para todos os aeroportos que foram concedidos. Toda a grade de treinamento de pessoas que trabalham ao lado do operador aeroportuário, no pátio e na pista, foi remodelada com a ancoragem de aeronave, taxiamento e safety security. Também foram realizados investimentos em infraestrutura com a operação de manutenção dos aeroportos com tecnologia, rádio para facilitar a comunicação dentro das operações, revisão dos centros de controle operacionais, posicionamento de câmeras, informatização dos processos, processo de bagagem, entre outros equipamentos e serviços que possibilitaram mais agilidade às operações. “A eficiência é o grande mote para o futuro dentro dos aeroportos”, conclui o diretor administrativo da ANEAA.

 

Fonte: Último Instante