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Digital twins revolucionam operação em aeroportos

Digital twins

Imagine poder prever como a infraestrutura de um aeroporto irá se comportar em casos de picos de utilização, como nas saídas de férias, fim de ano ou grandes eventos. Ou até mesmo poder saber de antemão como as pessoas se comportariam diante de uma emergência, em caso de incêndio, por exemplo. E o melhor: fazer tudo isso sem precisar fechar o aeroporto para simulações nem usar pessoas reais. Pois isso já é possível graças a modelos computacionais que estão sendo usados por alguns aeroportos.

A tecnologia digital twins (ou gêmeos digitais, na sua tradução) se baseia na criação de réplicas virtuais de estruturas físicas, processos, equipamentos ou sistemas que, graças a uma alimentação de dados, permite simular qualquer tipo de situação com o mínimo de impactos e o máximo de previsibilidade. 

A entrada de dados no modelo não para e vai enriquecendo e aperfeiçoando o gêmeo virtual, tornando as simulações cada vez mais realistas e permitindo aos responsáveis por estruturas como aeroportos ganhar segurança, eficiência e melhorar a experiência do passageiro, tanto em termos de operação e manutenção do espaço como em relação a projetos de ampliação e modernização.

Numa entrevista recente, o consultor estratégico para gestão de ativos digitais do Aeroporto de Schipol, na Holanda, Alex Worp, disse que as utilizações mais comuns para o digital twin é avaliar o fluxo de pessoas durante um período de pico de utilização, fazer análises de segurança de incêndio e prever o fluxo de passageiros após a chegada de um grande número de aeronaves ou de aviões maiores: “O maior benefício é a redução de custos, mais efetividade e maior eficiência na utilização dos ativos e dos processos que os mantêm”.

Apesar de existir desde 2002, os modelos digital twins só se tornaram possíveis recentemente, graças ao surgimento de novas ferramentas, como a IoT (Internet das coisas), que permite que aparelhos, equipamentos e outros componentes da infraestrutura de um aeroporto passem informações continuamente e em tempo real para o gêmeo virtual, enriquecendo e aprimorando o modelo constantemente.