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Concessionárias de aeroportos apoiam Programa de Transplantes de Órgãos

Os ministros da Aviação, Eliseu Padilha, e da Saúde, Marcelo Castro, renovaram ontem, no Centro de Convenções do Hotel Royal Tulip, em Brasília, a parceria que mantém uma rede nacional de facilitação do transporte nacional de órgãos, tecidos e células para transplante.

O acordo, em vigor desde 2013, traz como novidade o transporte por avião de medula óssea. O termo foi assinado durante o II Fórum de Logística para Distribuição de Órgãos e Tecidos para Transplantes no Brasil, pelo presidente da Associação Nacional das Empresas Administradoras de Aeroportos (ANEAA), Jorge Jardim, e pelos presidentes dos Consórcios Rio Galeão, Luiz Rocha, e da Inframérica, José Luiz Menghini.

O evento que reuniu grandes representantes do setor de logística no País, companhias aéreas (TAM, Gol, Azul, Avianca e Passaredo); a Associação Nacional das Empresas Administradoras de Aeroportos; a Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas); Infraero; Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea/Ministério da Defesa); a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil); e as concessionárias administradoras dos aeroportos de Brasília, Viracopos, Guarulhos, Belo Horizonte e Rio/Galeão.

O novo termo prevê medidas de prevenção da perda de órgãos (logística e fluxo aeroportuários desburocratizados), inclui novas empresas signatárias e melhora a comunicação entre órgãos envolvidos no processo de transporte aéreo de órgãos, tecidos e outros materiais orgânicos, bem como de equipes médicas. A parceria inclui, ainda, o transporte gratuito de equipes de captação de órgãos para transplante. Criado em 1997, o programa é considerado um dos maiores do mundo e só no ano passado permitiu a realização de 24 mil transplantes no País.

O projeto prevê o Acesso Gratuito ao Transporte Aéreo de Órgãos, Tecidos e Equipes para Transplantes. Descreve todo o trabalho de articulação e preparação dos atores aeroportuários envolvidos para facilitar, agilizar e priorizar o transporte aéreo de órgãos, tecidos e equipes médicas para fins de transplante.

Desde 2011, a Secretaria de Aviação coordena um grupo de trabalho dedicado ao assunto. Com a parceria, foi possível triplicar o número de voos disponíveis para transportar órgãos no Brasil, evitando desperdício, reduzindo distâncias e beneficiando milhares de pessoas que aguardam por um transplante em todo o Brasil. Sob coordenação da Secretaria de Aviação da Presidência da República, a logística do processo foi amplamente revisada para dar prioridade à comunicação em tempo real entre os setores aéreo e de urgência de saúde. Antes do projeto, equipes médicas atuavam sem o alinhamento preciso entre tempo, disponibilidade de voo e rotas; hoje, é possível alocar voos imediatos no terminal mais próximo do órgão captado ou das equipes de prontidão para atendimento em qualquer parte do País.

 

Foto: Elio Sales/SAC-PR